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Lisboa, Beato-Marvila: horizonte, cintura industrial. |
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Lisboa, Largo do Carmo: terramoto, revolução, meia rosácea, praça de gente. |
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Lisboa, Campo de Ourique, Estrela: os que vivem atrás do cemitério querem o jardim. |
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Praga, rio Vltava: começámos na companhia das águas. |
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Praga, Praça da Cidade Velha: cidade de interiores e lâmpadas. |
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Praga, Academia das Artes Plásticas: a entrada para o bosque. |
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Cidade da Praia: todos os sonhos, uma cidade que virá. |
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Cidade da Praia: como se faz de uma cidade, a praia. |
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Cidade da Praia: mapa que aproxima excessivamente. |
É uma cidade feita de ruas ou de quartos? Que acontece quando passeamos pelas ruas com dez graus negativos e as botas cavam um ruído estranho na neve seca? Que acontece
Uma cidade vista do céu ou vista do mapa ou uma cidade amalgamada na memória. Uma cidade – cenário barroco de praças que descem e sobem. Sento-me num café com janela
quando a paisagem só faz sentido com gente nela? Nós não aprendemos a estar sózinhos. Temos pânico de ficar sós. Aquela mulher passeia no bosque todo o dia e é feliz. Não está a descansar – aprende. Uma vez procurei uma
Os postais são cidades vazias. As fotografias são produzidas ao nascer do sol para evitar a presença de transeuntes. Formam-se pilhas de cartõezinhos coloridos, sítios que não visitámos.
e observo as pessoas. Havia uma cidade onde os letreiros eram indecifráveis e as vozes das pessoas soavam sem palavras. Era bom: outras coisas começavam a mexer-se: um sorriso envolvente e morno tornava o movimento deslizante: gente a viver a sua vida.
mulher com quem me havia cruzado numa pista de dança. Procurei-a três dias nas ruas do centro com a absoluta certeza de a encontrar. Ao fim do terceiro dia, tocou o telefone, assim que cheguei a casa. (Há anos que andam canalhas a bombardear as nossas cidades). As cidades são maravilhosas. Quando as pessoas se encontram
tomam conta das ruas e dos seus nomes. Isto onde estamos é para ser desejado e estimado. As nossas cidades ainda não estão feitas